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sexta-feira, 10 de junho de 2011

S.O.S

Difícil é viver num quarto de pensão e estar livre de pensamentos. Não moro aqui porque quero, estou aqui por pura falta de dinheiro. Nunca fui de trabalhar por pensar que seria escravizar-me. Todo trabalho é escravo se levarmos em conta que sempre tem alguém obtendo mais lucro que nós. E o que é o lucro? Uma satisfação irreal.

Triste ver tantas formigas ao horizonte, sem por que, trabalhando para cigarras que estão mais preocupadas em viver a cantar e cantar e cantar em plena pseudoimpavidez. Mas nessa história a cigarra nunca se dá mal no final. O que me tranquiliza é ter consciência de que toda essa pseudoimpavidez é uma máscara para uma preocupação sem fim. No fundo, eles estão se borrando de medo, pois sabem que precisam dos "inferiores" para estarem bem. Eles são tão dependentes e ninguém percebe. Bom, se têm tudo, que ao menos não tenham paz de espírito. Enquanto uma minoria de maus ganha cada vez mais, uma maioria de bons está de braços cruzados, dizendo que a massa é ignorante. Mas não é. A massa não é ignorante. Nem de longe. A massa é ignorantizada. Consegue ser ignorantizada por uma minoria ínfima, que não tem valor algum, que não preza pelo bem comum. Não acredito nessa de "cada um carrega a sua cruz", foda-se a cruz, o mundo não é "cada um na sua", carregar uma cruz resultará numa crucificação. Isso aconteceu com o 'salvador" e ninguém tomou como exemplo.

Hoje, domingo, dia de missa, praia e céu azulzinho, dia de descansar, abro o jornal e vejo sangue. Como pode isso acontecer até no dia de descanso da maioria?

Eu na condição de vetor tento infectar meus conterrâneos terráqueos com o que possivelmente deixaria tudo mais em paz, mas me parece que a infectologia não cobre infecção de sabedoria. Já desisti e agora procuro por uma transmutação. Estou tranquilo. Estou querendo ir a outro plano e procurar por algo que me agrade nesse mundo. É confuso, não sei o que eu quero, mas sei o que eu não quero. Infelizmente, minhas transmutações nunca são eficazes, já me tornei macaco em domingos glaciais e até mesmos atlantas colossais que eu não soube como utilizar.

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"Quem foi que disse que a vida é uma competição? A mídia? Daqui a pouco é marido contra mulher, irmão contra irmão e por aí vai. [...] A minha pobreza é a minha riqueza, sabe? E nessa sociedade competitiva, a minha derrota é a minha vitória" (Eduardo Marinho)
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Por enquanto, eu, único a obter a carta de alforria, hoje na condição de liberdade, não consigo viver em um lugar onde todos são prisioneiros. Tem tanta estrela por aí e eu emancipado nesse mundo tão fechado. Sei que tenho muita coisa para conhecer e me tornar grande, então, por favor, me tirem daqui. Alguém chame o moço do disco voador e diga que já cansei de jogar.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Meu comunismo.

Há mais ou menos uns dois anos que um debate numa aula de geografia chegou ao tema comunismo. Eu, como sempre, sentado alheio ao que acontecia, parei para ouvir sobre algo pouco conhecido por mim.
Na época, com meus mal vividos 14 anos, cheio de arrependimentos nas costas, procurava passar por uma metamorfose das grandes na vida.

Eu sofria forte repressão de uma família centrista (que até hoje mais parece de centro-direita) e, mesmo cansado dos valores por eles impostos, me adequava e não pensava por mim mesmo. Hoje eu olho pra trás e tudo me parece caso de inconsciente coletivo. Classifico assim pois sempre que pergunto-lhes o porquê daqueles pensamentos, respondem: 'porque sim' ou então 'porque eu quero'. É ou não inconsciente coletivo?

Acometido por uma idéia diferente, entreguei-me de corpo e alma àquilo, passando a agir sob influências indevidas. Meu porte era estranho. Cheguei a ficar meses me alimentando apenas uma vez por dia com a desculpa de que "se tanta gente consegue sobreviver com tanta escassez, por que não eu? Isso me causou sérios problemas de saúde que carrego comigo até hoje e, não dificilmente, levarei para a cova.
Vestia roupas velhas e surradas por achar pura vaidade, fumava marlboro por achar bacana, tentava cultivar uma barba inexistente para parecer mais desleixado, comia pouco, bebia em demasia e - maior dos pecados que já cometi - pus um pôster do che guevara na porta do meu quarto que, inclusive repousa ali até hoje por pura preguiça de ter que encarar marcas de durex na madeira. Eu mal sabia o que aquele argentino barbudo que usava uma boina tinha feito para merecer estar estampado em tantos lugares e, consequentemente, na porta do quarto. O che guevara parece até uma personagem criada pela mídia para dar uma falsa idéia de comunismo que seja reconfortante num mundo assola pelo excesso de informações transmitidas pelo capitalismo.

Minha mente juvenil não ia além do clichê ódio aos "burgueses, caretas e moralistas" e os desejos não passavam de uma mera ilusão, uma confusão entre liberdade e libertinagem. Freud classificariam, provavelmente, como um problema sexual mal resolvido. Eu tinha o velho desejo latente de revolução que não se tem idéia de onde vem. Acredito que todo mundo tenha isso. Mas eu mal sabia o que era revolucionar.

Costumo dizer que a vida é uma ponte, mas o outro lado não estava aberto para visitação, eu não sentia vontade de conhecê-lo. Por ventura, um ímpeto de clareza me atingiu e tive o prazer de conhecer novas (para mim) virtudes do mundo. Vi tanta desigualdade, tanta injustiça, tanta babaquice... Mas fiquei calado.
Os últimos dois anos foram repletos de mudanças e é engraçado como a mente de um adolescente pode ser tão mutável. Por sorte, hoje sinto-me sereno.
Algumas coisas continuam as mesmas, claro. Não me agrada a cultura norte-americana, o moralismo direitista continua soando artificial para mim. Ninguém quer ver justiça num mundo como esse.

O comunismo já não me parece assim tão ideal como antes, mesmo este parece incorreto agora. Não vejo formas de existência de uma sociedade igualitária onde um indivíduo ainda exerça uma liderança. Sou a favor de um mundo redondo (metaforicamente, ok?) onde ninguém se senta na cabeceira.

Vai ver eu estou mais pra anarquismo então. Ou quem sabe eu não funcione mesmo com sistemas políticos.

Não quero mais saber daqueles que lutaram pelos seus ideais. Gandhi, sem derramar sangue, foi mais corajoso e VIOLENTO que qualquer outro e acredito que tenha se destacado justamente por isso: por ter coragem de ousar o que ninguém jamais pensaria.

Termino o texto dizendo: foda-se, só quero o que é o meu e não quero o de mais ninguém. Não quero converter ninguém a nada, pois acredito que de alguma forma o bem ainda vai se propagar pelo mundo. Esse texto só veio a calhar por alguns acontecimentos desse 01/06/11.

Dedico esse texto aos verdadeiros guerreiros: John Lennon, George Harrison, Liu Xiaobo, Muhammad Yunnus, Jimmy Carter (norte-americano também tem vez), Tenzin Gyatso, Martin Luther King JR, Nelson Mandela, Gorbachev e outros não menos importantes que os nomes não me vieram à mente.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Liberdade.

Engasgo ao falar o que o título diz, a letra sai estranha aqui nesse papel quando a escrevo e tudo se embaralha. Talvez seja porque, superficialmente, isso é tudo que desejo.
O que anda me intrigando eu resolvi perguntar ao Houaiss:
"Condição daquele que não se acha submetido a qualquer força constrangedora física ou moral", ou então "possibilidade que tem o indivíduo de exprimir-se de acordo com sua vontade, sua consciência, sua natureza".

Entendo como força constrangedora: tudo aquilo que impõe um constrangimento a nós, impedindo-nos de realizar uma ação em mente.
Diante disso penso quão distante (ou impossível) a liberdade se faz, pois são constrangimentos: medo, vergonha, ódio, insegurança, ódio, paixão, etc (internos); leis, regras de etiqueta, o olhar alheio, etc (externos). Além desses, há a dependência física ou mental.

Penso: como me emancipar da vergonha, do julgamento, do medo, da timidez, das leis e dos outros inúmeros constrangimentos?
Passo a enxergar como impossível a expressão “Ser Livre”, também porque desde muito miúdos somos criados por pessoas que já possuem filosofia de vida, visões religiosas e preferências políticas. Podemos livremente pensar e escolher nossos objetivos, mas nem sempre é permitido agir para a construção dos mesmos.

Se amo alguém e, por ventura, essa pessoa me põe em situação onde minha vontade e escolha reflete em mágoas para ela, eu não pensaria antes de tudo e, possivelmente, agiria pra deixá-la feliz, mesmo que contra minha vontade?
Nós estamos presos a um sem-número de coisas.

Eu com minha desinteressante mente de 16 anos, prefiro deixar vocês como os grandes pensadores:

“Ser livre é autodeterminar-se” (Aristóteles)
“Sou o único responsável por meus caminhos, sou o único responsável por tudo que faço“. (Jean Paul Sartre)
“Quem quer que já se tenha debruçado sobre uma questão ética difícil sabe muito bem o que o fato de nos dizerem o que é que a sociedade acha que devemos fazer não ajuda ninguém a se resolver por essa ou aquela solução, precisamos tomar a nossa própria decisão. As crenças e os costumes dentro das quais fomos criados podem exercer grande influência sobre nós, mas, ao refletirmos sobre eles podemos resolver agir de acordo com o que nos sugerem, mas também podemos fazer-lhes uma franca oposição” (Peter Singer).

Eu, mesmo depois de procurar por frases coerentes para esse texto, continuo com minha dúvida sobre toda essa questão da liberdade. Parece que para ser livre eu devo emancipar-me de tudo e desprender-me do material e espiritual, ou seja, viver em eterno exílio e ser dono de mim mesmo.

O que é engraçado é: ora digo que deus nos abandonou, ora tenho quase certeza que ele está ao meu lado e isso faz com que eu sinta que é possível viver em exílio, mas segundo o filme Into the Wild, felicidade só é real quando compartilhada. Queria eu poder viver em exílio e, como a música, dizer:
“É Deus, parece que vai ser nós dois até o final. Eu vou ver o jogo se realizar de um lugar seguro. De que vale ser aqui onde a vida é de sonha liberdade?”.

Nota do autor: Que tal um debate? Diz aí o que é a liberdade pra ti ou então pelo menos diz se esse texto mudou, mesmo que pouco, a tua concepção. Desculpa a confusão transcrita, mas foi difícil passar isso tudo pro papel.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

de boas intenções o inferno está cheio

a gente enxerga o outro: preconceito
a gente se enxerga: egoísmo
de erros e maus jeitos o mundo está cheio
e só no inferno há espaço pra cinismo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Gastou.

Sou impaciente, mas o mais paciente do mundo. Eu moro ao lado de um canteiro de obras e todos os dias ouço a suave valsa do bate-estacas. Passo a maior parte do dia concentrado, tentando tapar os ouvidos da poluição sonora, mas não é tão fácil quanto fechar os olhos. Por isso, passei a aguçar a visão e o problema maior é que eu ando enxergando através dos outros, talvez até demais.

Eu consolo as paredes e digo pra fazerem o que eu nunca tive coragem de fazer, talvez isso seja por eu não querer que cometam os mesmos erros que eu. As paredes são boas pessoas, pelo menos nesse mundo. Elas não mentem e guardam os segredos que ouvem.

O tempo serve pra, no mínimo, criar casca sobre uma ferida aberta que insiste em não sarar. Os maiores consolos estão no álcool, nos cigarros e na coragem de estampar na cara aquele velho e clichê 'Foda-se, não preciso provar nada a ninguém'. Assim, você percebe o que é estar de bem.

Eu vejo tanta desordem, tanto caos, por aqui, num lugar tão quente quanto o inferno. Eu penso nas pessoas que já viveram nesse pequeno ponto azul, essa poeira cósmica suspensa em raios de sol. A Terra é um palco muito pequeno para muita gente se apresentar. Por aqui, só há lugar para o ruim, só há lugar para aqueles que pensam em derramar o máximo de sangue possível para que assim possam ser coroados reis do mundo, ou qualquer merda que não seja certa. O que é certo então? Ser rei de si mesmo durante toda a vida ou ser rei do mundo até que a casa caia?

um ritmo novo seria legal
melhor que assassinato banal em dois atos hoje na televisão
amanhã na boca do povo, cenas de comédia pastelão

Se hipocrisia matasse, o mundo estaria limpo.

"Aponta pra fé e rema" (Marcelo Camelo)

domingo, 13 de março de 2011

Não vou me adaptar.

Carrego comigo um ódio inexplicável (para alguns, pois pra mim é completamente plausível, visto que não odeio as coisas com tanta facilidade) por pessoas com um complexo de superioridade sem sentido, indo sempre contra os chamados por eles 'imbecis'. Essa corja tem apenas uma técnica, me parece, que é escrever da forma mais rebuscada o possível. Tenho pra mim que esses 'deuses do léxico' andam pra cima e pra baixo com um dicionário de sinônimos em mão para sempre poderem formular as melhores e mais inteligentes frases de 140 caracteres.

Lembro-me de repetidas vezes matar aulas de educação artística no meu ginásio, embora não me lembre os motivos. Como consequência estava sempre eu, lá sentado, sozinho, na recuperação final da disciplina. Eu, ao contrário do que muitos pensavam, nunca me importei com aquilo. Mesmo assim, as pessoas (superiores) que eram inteligentes me consolavam.

"Não é tão ruim, Arthur. É apenas Artes, não tem importância nenhuma na sua vida. É só mais uma matéria inútil como todas as outras."

Eu sempre sorria e concordava com esses consolos até o dia em que parei pra pensar que: "Arte é a forma do ser humano expressar suas emoções, sua história e sua cultura através de alguns valores estéticos, como beleza, harmonia, equilíbrio."

O indíviduo só tem permissão (a minha, pelo menos) pra fazer comentário tão sem consistência sobre Arte quando não ouvir mais música, não tirar mais fotos, ouvir músicas, assistir filmes, novelas, seriados e todas aquelas bobagens da TV. Só podem falar mal quando deixarem de ser macacos dançantes.

Não me contento, como uns, em ficar sentado no sofá, em frente a tv, combatendo o sistema imponente que nos controla quando na verdade tudo que quero é ter um colesterol mais baixo pra me encher de fast food.
Não sou inteligente, reconheço, mas faço minha arte. Outras coisas me importam mais. Não fui abençoado com o dom de decorar uma fórmula física e descobrir o universo através dela, ou então escrever os melhores textos. Ao invés disso, fui abençoado com o dom de amar. E quando o faço, faço sem delongas.

Quem é imbecil?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Ver demais.

Foi-me dito que amo demais e que talvez fosse hora d'eu seguir o momento e praticar o "desapego", já que eu tinha uma vida social a zelar.
O que é a vida social se não a imagem que queremos passar para os outros, fazendo de conta que nosso padrão de vida é melhor que o alheio ou - nos casos mais extremos - superior. A nossa vida social nada mais é do que aquilo que inventamos e não vivemos por falta de coragem (ou seja lá o que essa sensação seja).

- Eu não gosto de ir a festas.
- Nossa, cadê tua vida social?
- Prefiro ficar em casa. Ler um livro ou ver um filme faz eu me sentir melhor.
- Isso é o que você pensa. Você não sabe nada sobre viver. - Disse o cara com o nome de outro cara bordado no elástico da cueca de 50 reais.

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Pensar, por sorte (ou não), ainda é de graça.
-

A cultura é massante nos dizendo o que vestir, ouvir, como agir, o que comprar (se você discorda, pense direito), o que comer, quais filmes assistir, quais causas apoiar, a melhor religião a seguir, em qual Deus acreditar, qual partido se filiar, quais livros ler (essa aqui é brincadeira porque ninguém nos incentiva a isso), nos impõe o padrão de segurnça, etc (fim da minha capacidade de pensamento momentânea)

Digam-me como amar e então lhes direi como morrer.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

wisdom, justice and love.

Eu tentei por várias vezes fazer algum efeito ou extravasar os sentimentos através disso, mas não há como continuar com algo que não vai a lugar nenhum. Não há formas possíveis de acontecer uma revolução de valores ou de conseguir uma nova ordem mundial. Todos os dias somos bombardeados com notícias das quais tentamos nos livrar. Novas mortes, novos atentados, novas guerras. Quando vai ser a vez de acontecer conosco, com algum parente nosso? A gente tenta fugir disso e nessa fuga a gente passa a ser tão irracional a ponto de esquecer as coisas que realmente importam. O veneno é injetado nas nossas veias, junto da raiva. Não há lugar pra afeto, todo o espaço foi ocupado por viúvas e órfãos.

Talvez o que caiba a mim seja andar e não ter escolhas. A frustração talvez seja consequência, já que nunca gostei de obedecer a tudo isso. A minha liberdade me matou aos poucos, eu passei a precisar ter a cada dia mais certeza de que todos os sentimentos passados voltariam. Eu gostava de me garantir na rotina e achava que assim a liberdade existisse, mas a cada passo eu ouço um baque surdo. É a frustração, que quando exacerbada, nos tira a capacidade de pensar.
Já perdi muita gente, já perdi muita coisa. Eu, inclusive, me vejo perdido dentro da minha inspiração. Eu sinto um congelamento dos pés à garganta.

Pessoas perdidas não podem ser salvas pelo amor, a sabedoria ou a justiça. Eu me perdi, então... Eu deixo estar.

domingo, 10 de outubro de 2010

Poluição.

Eu costumava andar na rua, mas há algum tempo eu me tranquei no quarto, fechei as janelas para o mundo lá fora.
Primeiro fechei os olhos, tentando fugir das placas, dos gardalhetes que me acertam por todos os lados. Quanto mais o rosto de alguém é visto, mais votos são recebidos. Porém, meus caros, as informações são jogadas com tamanha velocidade nas nossas cabeças que não há tutano suficiente.
Fechei também os ouvidos. Não contentes com as caras estampadas a cada metro quadrado, nos torturaram com músicas chatas (meramente populares). Eles queriam votos e conseguiram por osmose.
A Ficha agora é limpa, mas as ruas ainda estão sujas. Pra todo lado a mesma poluição dissimulada que seguiu nesse espaço de tempo que pareceu não ter fim.

A política no Brasil, hoje, é um sinônimo de populismo e deste eu sinto uma repulsa sem fim. Ganha aquele que mais cair nas brincadeiras dos programas humorísticos, os pseudosimpáticos, os que usarem o twitter para falar coisas supostamente interessantes, os que possuírem o melhor apoio, os que possuírem finanças maiores, os mais religiosos.

A eleição para um novo presidente, ou senador, ou qualquer outra coisa, está passando por um processo degenerativo de involução. Creio que não haja mais como reverter esse quadro doentio em que o Brasil se encontra.

Os candidatos são ruins, os partidos são ruins, as propostas são ruins, os apoios são controlados, as ruas são sujas e o voto é OBRIGATÓRIO.

Lá no Nordeste tá tudo bem, tirando a falta de: comida, informação, interação e solidariedade. A famosa indústria da seca permanece por lá, mas o status político está aumentando e vem surpresa por aí.

Eleições não!
Evolução sim!

domingo, 5 de setembro de 2010

Oxímoro.

Nós somos criados desde pequenos com duas ideias:
1) Crescer na vida e ser alguém;
2) Ser um merda.

Desde que a gente é piá, lá no que "eles" chamam de pré-escola, somos pseudoincentivados (porque no fundo ninguém se importa com a Educação e a Escola não está nem aí pra você) a estudar para nos tornamos "alguém".

A concepção de "ser alguém" que nos é imposta é completamente o oposto da minha visão de mundo. Não me vejo "sendo alguém" quando estou sendo visivelmente (para alguns) programado por alguém para proporcionar o lucro alheio. Trabalho gera dinheiro, dinheiro gera satisfação material. E a satisfação material SE ESVAI, migalha por migalha, restando apenas algum farelo que não tapa a necessidade humana, e não há bolsa-família capaz de tapar esse buraco.

A gente diz pras crianças "Estuda pra ser alguém na vida" por não ter coragem pra dizer "se mata de estudar, meu filho, porque você precisará passar no vestibular para depos fazer uma pós-graduação. E sem essa pós, você não terá o seu espaço". É muita responsabilidade e eu não quero isso. Eu quero afetividade, solidariedade, integração, porque é isso que importa. Quero ir além dessa casca que nos prende e recebe o nome de Vida. Não quero as grades de instituições falidas (escola e casamento) para me prender. Sou totalmente contra.

E pode dizer que eu sou um mau exemplo quando digo que não estou a fim de fazer uma faculdade ou arranjar um emprego, mas é por culpa dos supostos bons exemplos que eu vivo na incerteza de não saber se conseguirei chegar ao fim do ensino médio sem antes me matar.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

O quarto branco de minha mente.

É estranho acordar em seu próprio sonho.
Talvez seja o mesmo que acordar sem ter dormido.
Me senti com frio, isolado, distante do meu corpo da minha alma.
Ao lado toda a escuridão e o silêncio de um grande vazio. Pensei em andar, já que me senti tão breve poderia tentar aproveitar o máximo.
Meus pés simplesmente sentiam que algo estava errado.
Fora todo esse mal que eu sentia ao meu redor.
Na frente uma porta, pensei comigo se deveria entrar ou não, já que poderia ser o medo de tocar no que eu quis um dia esquecer. Uma porta simples, apenas de madeira sem muitos detalhes. Mesmo com um pouco de receio tomei a entrar!

- Um quarto! Logo pensei. Tão óbvio quanto a resposta era o quarto em si!

Não tinha nada, além de uma grande força maligna que insistia de me fazer ficar.
Era branco, apenas branco! Tetos e paredes, pareciam tão simples que se tornavam incríveis!
Passei alguns minutos dentro dele, por mais que eu sentisse uma estranha forma de maldade sentia também uma forma de respostas. Era como eu imagina, mesmo não estando ali tinha alguém no quarto.

-Não temas! Ele falou! -Se fosse minha intenção lhe machucar já teria feito! Logo concluiu...

Não era fácil dialogar com seus próprios medos, as respostas se tornavam óbvias...

- Quem és tu!? Gritei! Mesmo com o medo e todo aquela sensação horrível ao meu redor.
- Sou você! Ele respondeu.
- Como pode-ser eu? Respondi confuso ao perguntar...
- Você não saberia dizer a si mesmo essa resposta? Me questiono com um tom de ironia.
- Sabe quem eu sou, como sabe também o motivo deu existir! Concluiu ele!

Tomando em forma, era a minha carne e o meu viver em si, só que com um tom maléfico.
Sentia sua maldade em meu ossos, queria fugir e ao mesmo tempo ficar, toda minha ironia e sarcasmo estava ali, toda minha maldade contra em um segundo de descuido...
Ele sorriu e logo falou :

- Sabe o que temes, e sabe o que sentes, o medo ainda toma conta de você... Não é fácil saber que por mais bela que for a sua forma de acreditar na vida ainda estará preso a mim...

Não sabia o que fazer, não sabia o que responder. Será que era apenas um sonho? Ou estava realmente enfrentando a mim mesmo?
Ainda com um sorriso ele concluiu :

- Ria, mesmo que tiver que chorar, ria! Você não é forte, apenas teme o que é fraco. Não procure a vida, pois já está morto, e o que aparecer nela será apenas capricho! Responda-me, ainda tem coragem para seguir?

Por um momento me senti morto...
Quando meu celular tocou não sei se foi um grande alivio ou uma grande perda, mais sei que escutei uma bela voz antes de despertar...
O celular tocava BlessTheFall - To Hell E Back, ironico não ?
Olhei a mensagem que tinha recebido, era de minha namorada, por sorte ainda pude acordar mais uma vez para responder... E se foi a voz dela que me chamou naquele breve fim? Isso só meu coração poderá um dia responder...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Thelema.

O Universo, em toda sua infinitude, nos oferece incontáveis possibilidades de escolha em nosso cotidiano. Mas, mesmo assim, temos o mesmo padrão repetitivo nas escolhas que fazemos, os mesmos comportamentos, escolhemos os mesmos tipos de relacionamentos, mesmos tipos de pensamentos, respondemos emocionalmente da mesma forma, uma variedade situações que nos são apresentadas durante a vida. Isto se dá pelo fato de sermos viciados em nossos conceitos mentais, da mesma forma que em nossas emoções ou pela preguiça de mudar?

Proferir palavras ao vento é tão fácil quanto correr, sem direção, em meio aos carros, que por sua vez, não é muito diferente de sentar-se n'uma poltrona e esperar a morte chegar.
O som do piano é melancólico para muitos, porém, melancólico sou. Conforme o tempo passa, observo as respectivas modas, uma sucedendo outra pior ainda, das piores formas possíveis.
Hoje, a mídia tem total controle da cabeça da maioria dos jovens.

O que nos resta?
Esperar o encontro dessas pessoas com uma coisa chamada personalidade.
Um dia, se encontrarão, assim como o passado encontra o futuro no presente, com um beijo sutil, de arrepiar a alma.
Para mudar não custa muito, basta deixarmos de ser tão obcecados por nós mesmos.
No fim, acho que é apenas preguiça mesmo.
Vamos Thelema, faze o que tu queres, pois há de ser tudo da lei.
Amor é a lei, ame sob vontade.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Amor Verdadeiro.

Amor verdadeiro existe?
Existe, claro.
Um detalhe que eu esqueci: existe apenas na ficção.
O mundo inteiro não pensa da mesma forma que a gente, então não adianta forçar. O mundo não vai se ajustar aos nosso padrões, por mais que queiramos. Inconscientemente, tentamos fazer com que nossas ações desencadeiem acontecimentos irreais, cujo resultado já foi fixado na nossa mente. Porém, nossas atitudes não passam de meras palavras que escrevemos nesse grande (ou não, tire suas conclusões você mesmo) livro que é a vida.
Uma vez, citei em algum lugar que o ódio podia durar mais que o amor. Logo vieram brigar comigo. Disseram pra eu 'experimentar' o amor verdadeiro, e eu saberia, assim, a merda que estava saindo da minha boca. Eu tive de me revoltar. Querem falar de amor comigo? Amor terão. Ainda mais esse amor verdadeiro que insistem em tanto falar. Se você acredita tanto nele, por que procura? Se ele realmente existe, ele aparecerá.
"Para que você quer ter um amor perfeito?", perguntei.
"Para envelhecer com quem eu amo ao meu lado, ficar com a pessoa pra sempre", responderam-me.
"Sem nenhuma briga?"
"Sem brigas"

Ah, isso é tudo muito lindo.
Eu realmente admiro o otimismo de pessoas assim, mas eu não quero viver assim. Quero envelhecer, mas quando for velho, ainda quero ter um amor pra sofrer. Sofrer por amor é necessário. Dói, mas é necessário.
Eu não sei, não acho graça em estar sempre 100% feliz, irradiando 100% de satisfação por amar. Claro, acredito no amor. Mas não acredito nesse amor em que as pessoas procuram uma verdade inexistente.
Eu quero um amor simples e puro.
Pode parecer simples, mas esse amor - simples, sem adereços - é tão complexo que eu nem sei direito o que é. Minha busca é por ele. Apenas por ele. Mas eu não estou desesperado.
Não tenho pressa para amar, você tem?

"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraiso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não doi." (Cazuza)

quarta-feira, 31 de março de 2010

Teatro de Tragédia.

Skinny Lion é o meu teatro.
É o teatro do meu interior.
A história que conto todos os dias.
Todos os dias, convivo com as escolhas que faço em busca dos melhores atos que me compõem, com as peças que enceno e encerro.
O teatro é meu, a história é minha.
Aqui, o roteirista sou eu.
Meu roteiro imaginário é a maneira improvisada que levo a vida, a maneira improvisada de sobreviver o dia, de ressaltar os tombos e relançar as ideias para aqueles que precisam.
O meu teatro é insólito, às vezes é triste, às vezes é feliz, mas nunca é parado.
Seja bem-vindo ao meu teatro de tragédia.
Aqui, você verá toda forma de sentimento se esvair.
Por favor, apague a luz ao sair.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Um sorriso não indica felicidade. Assim como o choro não indica tristeza.

Somos capazes de chorar de tristeza até mesmo quando um riso está nos sufocando. E claro que as probabilidades do contrário acontecer é a mesma.

Faz pouco tempo desde que me curei de uma tristeza profunda. Era estranho, pois eu tinha um semblante "feliz". Apesar de tudo eu ainda tinha motivos pra sorrir, mas aquilo não me tornava mais feliz.

De ontem em diante, eu passei a carregar comigo tal pensamento: Leve sempre consigo o pensamento de que aquele riso que aparece batendo em sua porta dizendo: "Posso entrar?", não é um riso verdadeiro. Não! Ele é como um rei, e vem quando e como quiser. Ele não pede licença, muito menos chega na hora mais conveniente. Ele apenas chega e diz: "Estou aqui".

Nos dias atuais, a maior parte dos adolescentes se diz na moda, bebe, fuma e se droga para poder obter algum tipo de diversão em festas. Não tenho nenhum tipo de preconceito com pessoas do tipo. Na verdade, eu não tenho nada haver com o jeito que essas pessoas levam a vida, eu apenas me preocupo. São pessoas sem caráter que só pensam em inflar o próprio ego, na maioria dos casos e os únicos risos deles são sempre falsos, feitos de plástico, eles não sabem o que é ser REALMENTE feliz, pois associam felicidade com insanidade, e nem sempre insanidade e felicidade estão no mesmo barco. Eu digo isso, pois já vivi essa realidade, pois fui uma pessoa assim.

Acho que sou antiquado, talvez eu não passe de um cara que se tornou obsoleto com o tempo. No entanto, posso não usar as melhores roupas e também não sou o mais bonito, só que a diferença é que eu tenho a cabeça no lugar e sei o que quero. Tenho coragem pra por a cara à tapa e dizer: "Eu gosto disso e é isso que eu quero. Não me importo com a tua opnião. E se você me acha idiota, te rala!".

E eu acho que isso é importante. Eu acho importante ter uma personalidade própria. Pessoas assim estão em falta, no século XXI.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Amor em apuros.

Peço a São Longuinho uma ajuda.
Quero saber pra onde foi o amor.
Trancado no quarto, paro e penso.
A solidão me consome e eu lembro.
Vivo numa sociedade escrota.
Aonde homens querem sexo e mulheres. querem o irreal.
Homens acham que mulheres devem ser tratadas como merda.
Mulheres acham que homens devem ser tratados como cães.
Sinceramente, fodam-se o machismo e o feminismo.
Não quero mudar a mente de ninguém.
Apenas quero incentivar as pessoas a reinventarem suas histórias.
É para isso que eu vivo.
O amor está em apuros.
Cabe a nós encontrar seu paradeiro.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Hoje eu descobri o que quero pro resto da vida.

Eu não escolhi uma coisa fácil, mas o que posso fazer? Eu só quero ser diferente.

Nossa sociedade é um caldeirão que prepara estresse, angústia, obviedade, falsidade. Um caldeirão que prepara apenas elementos ruins. Esquece-se de Personalidade, caráter e alegria.

O futuro idealizado por mim não é nada tão diferente do presente. Ansiedade fazendo parte da agenda de todos os cidadãos, pessoas inquietas, trânsito infernal, motoristas arrancando com seus carros, xingando e buzinando. Profissionais saindo de suas respectivas empresas sem pensamento algum na cabeça, querendo apenas carregar seus corpos cansados até suas casas para que possam se desligar de suas vidas robotizadas e dormir. Pais repetindo os mesmos sermões para filhos que cometem sempre os mesmos erros. Professores com os nervos explodindo, dando aulas para as paredes, já que todos os jovens idiotas e fúteis estão grudados em seus celulares, viajando pela internet, fazendo coisas inúteis. O mundo que idealizo é futurístico, provido de alta tecnologia e de alta inteligente artificial, mas carente de amor, revolução e reinvenção, sejam vindas de adolescentes, crianças ou adultos. Apenas pessoas se esforçando para serem normais, e se esquecendo que a normalidade é a pior das loucuras.

A normalidade e o falso moralismo são o ridículo da vida. Passamos tanto tempo preocupados com tudo e esquecemos que o que acontece enquanto nos perdemos em futilidades, é a vida. Nos jogamos num mar aberto de ilusões, mas temos medo de molhar a barra da calça para entrar num mar de paz, repleto de novidades e afeto, pois estamos sempre visando lucro para nós mesmos. Vivemos em função de fugir do que nos fere e não percebemos, que assim, estamos jogando-nos aos vilões do mundo, estamos perdendo o brilho da vida. Nós preferimos apagar aos poucos e ver tudo coberto por cinzas a nos queimar e acabar com tudo. Pensamos demais no passado e no futuro.

O Passado, por sinal, é insignificante. Não posso negar que ele é o reflexo das nossas histórias, e nele estão tudo o que fizemos, vimos e causamos. Não é importante pensar no passado.

O Futuro é incerto. Depende muito do que estamos fazendo agora, para que ele seja alterado. Nós temos o poder de mudar o que quisermos no nosso futuro, seja pra melhor ou para piorar, só depende das nossas escolhas no presente.

Dizem por aí que querer não é poder. Eu sempre admirei a sabedoria popular, pois isso não passa de uma verdade que ninguém procura ver. Como um amigo meu disse-me, certa vez: QUERER É FAZER. Não passa de outra verdade. E fazer não é tão fácil como pensamos, mas se REALMENTE quisermos algo, nossa mente será capaz de proporcionar-nos habilidades antes inimagináveis.

O assunto detalhado abaixo é algo que já falei mais de um milhão de vezes, mas ainda me sinto obrigado a dizer para toda pessoa que conheço e ainda direi para todas as pessoas que conhecerei.

Acredito que cada um dos poucos que lerem este texto, tem um sonho. Dizem que quem sonha muito anda nas nuvens e às vezes não percebe a altura. Pois eu digo, acredite, sonhe, viva nas nuvens, não se importe com a altura. A queda pode ser péssima, mas o levantar sempre será divino. E se quisermos, sempre estaremos levantando para continuar. Se aprendermos a olhar para os nossos sonhos, veremos que eles estãos muito próximos.

Hoje, não estou fazendo nada mais ou menos que escrever mais uma página da minha vida. Uma página em direção ao meu sonho. Eu não sonho com nada daquilo que foi citei, pois eu não quero ser igual a todos os cidadãos, quero distância de tudo aquilo. Eu quero ser diferente. Eu quero fazer as coisas do meu jeito, ter o meu estilo e ter, acima de tudo, atitude.

Espero que todos que leram isso saiam com alguma coisa diferente na cabeça, pois é isso que eu quero para minha vida. Eu quero escrever. Eu quero ajudas as pessoas com simples palavras de um cara que um dia foi um adolescente revolucionário que tinha o desejo de reinventar-se.

É clichê, mas o futuro a gente faz agora!

"Sonhos não são desejos, desejos são intenções superficiais, enquanto sonhos são projetos de vida. Desejos morrem diante das perdas e contrariedades, sonhos criam raízes nas dificuldades" (Augusto Cury).

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Tome uma atitude.

"Nessa copa vai dar Brasil"
Aonde já se viu?
Com tanta desgraça
e o Brasil só pensa em uma taça.

Nas favelas: destruição
No senado: corrupção
Nas ruas: confusão
Na sociedade: alienação

Na programação da tv: porcaria
Na internet: pornografia
Nas famílias: desunião
Nas amizades: difamação

Em 2010, pense, questione, mude.
Tome uma atitude.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Luxos desumanos, lixos humanos.

Já lhe ocorreu o pensamento de O QUÊ os seres humanos são?
Eu estive pensando e não concluí nada.
Mas não pude deixar de notar algumas coisas.
Na verdade, acho que posso até descrever um ser humano.
Talvez eu possa até mesmo definir um ser humano.
Nós não passamos de bestas selvagens comuns. Isso mesmo, selvagens.
Não somos diferentes dos homens pré-históricos, aqueles que julgamos idiotas, imbecis, ignorantes e tudo o que há de ruim.
E se passou muito tempo, não acha? Talvez uns 25mil anos? 50mil? 100mil?
Enfim, o quero dizer é que nosso DNA não mudou substancialmente nada depois de tanto tempo.
Continuamos pensando com um cérebro limitado.
O pensamento é o mesmo: Correr ou lutar? Matar ou morrer? Esse é nosso pensamento básico.
Nós gostamos de pensar que evoluímos porque nós podemos construir um computador, voar num avião, viajar pela água, viajar por debaixo d'água, escrever uma música, pintar um quadro, compor uma ópera, escrever uma peça, etc.
Mas quer saber de uma coisa? Nós mal saímos da selva nesse planeta em que vivemos.
Somos, então, bestas semicivilizadas com camisas de futebol e armas automáticas. Nós gostamos de dizer que somos civilizados, mas no fundo, não sabemos o que é isso.
Não gostamos de ser comparados a animais, mas não somos assim tão bons que eles. Temos costumes. Costumes cujos quais, eu DÚVIDO que alguns, quem sabe a maioria, seja capaz de fazer. Costumes como Canibalismo, necrofilia, etc.
Você já viu um animal praticando canibalismo? Já viu um animal transando com um cadáver?
Veja bem, um rato é um animal imundo e nojento. Ele pode fazer milhares de coisas nojentas, mas eu duvido que um rato transe com um rato morto. Necrofilia é um luxo do ser humano.
Para finalizar, eu gostaria de enaltecer, que nós nos achamos muito inteligentes. Pensamos demais, agimos de menos. Somos muito racionais, pouco sentimentais.
Para mim, somos insignificantes. E para vocês?
E ainda nos perguntamos por que diabos um ET não passa aqui para dar um 'oizinho'.

domingo, 17 de janeiro de 2010

A realidade do Brasil é triste, ou sou o único que vê assim?

Há quem diga que o Brasil é um país abençoado. Afinal, Deus é brasileiro, certo?
Não temos terremotos, maremotos ou furacões. Fomos protegidos por Deus. Bom, é o que dizem. Mas por que ninguém fala das enchentes e dos desabamentos?
Não temos desertos escaldantes, mas temos o sertão.
O Brasil não entra em guerra. Será? A polícia e os traficantes não vivem em perfeita harmonia. Na verdade, quantas pessoas morrem, por ano, vítimas dessa grande babaquice que não chamamos de guerra?
Acreditamos, e colocamos toda a nossa fé, nas UPPs. E o que eles fazem por nós? Colocam 'paz' em uma ou duas favelas e se esquecem que nas outras, os traficantes se preparam e se armam para dar o troco.
As armas continuam a circular livremente por aí, e a elite se diz tranquila, contando que 'bombas' estourem longe de sua riqueza.
Nós acreditamos , equivocadamente que o coração do tráfico está nas favelas e esquecemos dos juízes, dos políticos e dos empresários encastelados.
Construímos estádios e nos preparamos para as Olimpíadas. Mas no país do futebol, a educação vai de mau a pior.
Soltamos fogos para a UPP, mas ninguém se importa com a superlotação dos presídios, que se tornaram uma panela que cozinha o ódio nos detentos.
As ruas têm péssimo asfaltamento. Os metrôs e os ônibus estão lotados, mas a preocupação maior é entregar uma estação de metrô que devia ter sido feita há 40 anos.
As vans foram legalizadas, mas continuam correndo, dando fechadas, xingando os passantes e gritando nos ouvidos alheios. Os carros fecham cruzamentos e os guardas de trânsito passam muito tempo distribuindo multas e se esquecem de por alguma órdem no trânsito caótico.
E aonde diabos estão os banheiros públicos? Temos centenas de milhares (talvez mais) de pessoas trabalhando nas ruas e os banheiros públicos continuam a inexistir? E ainda reclamam de que o centro da cidade fede a mijo...

Acho que temos preocupações maiores que futebol, samba, carnaval, churrasco e cerveja no bar.
As eleições estão aí. Talvez esteja na hora de acordar e votar em alguém que preste. Ou vão deixar para abrir os olhos quando for tarde demais?

Afinal, o que falta para acordar o Brasil? Talvez um desastre como o do Haiti.