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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Só mais um pra morena

a forma que ela gosta de mim é diferente
parece amor contente que já teve fim
mas não morreu

é calmo e quase ninguém vê
parece seriado, qualquer novela na tv
nunca senti assim
é canção, poesia riscada no chão
aquarela em papel de pão

é no máximo vontade de parecer melhor
a novidade de ser herói, mas meu cavalo só falar inglês
é saudade
é chegar no fim do dia e pensar:

pode ser fim do mundo
mas acordar valerá a pena
se eu pensar na morena

eu posso até pensar em procurar
mas encontrar algo pra dizer é difícil
George Harrison disse por mim:
"em algum lugar no sorriso dela, ela sabe que eu não preciso de outro amor"

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Bobagem.

Já deixei muita gente pra trás por ser efusivo demais pra ajudar os outros a levantar. As pessoas foram caindo, mas algo sempre gritou pra que eu continuasse. Era como se minha consciência me dissesse que não valia a pena ajudar os outros. Continuei e agora sei que é estafante ter tão poucos pra me acompanhar. Tenho mania de pensar que todos sentem a mesma coisa que eu. SEMPRE. Se estou alegre, todos devem estar. Se estou triste, a alegria dos outros me parece uma mentira, bem ou mal, mascarada. Felizes mesmos são os que escondem o sofrimento.

-
Sinto uma atração latente por palhaços. Sofridos, fazem piada da própria agonia. Ícones admiráveis.
-

A gente sofre e põe a culpa no coração. Ele, inocente, pulsa para nos manter vivos. Choramos achando que assim o descontentamento pode ir embora, mas ele é descontente, desocupado, vive em função de perturbar a nossa paz. Por vezes, quando nossos olhos não aguentam mais o transbordamento da nossa dor, enlouquecemos e a nossa voz volta a ser ativa e gritamos ao mundo que os nossos batimentos são desnecessários. Quão aquecidos éramos antes deles?

-
Nossos amores perfeitos são caretas no retrato, a tinta pra pintar os quadros, a essência, a demência, chamados de urgência e a chantagem. Nossos amores são qualquer bobagem
-

E então a gente conhece alguém que nos traz um sentimento tão forte, daqueles que têm vida e a certeza de quem não precisam fazer nosso coração pulsar mais rápido. No fundo, uma pessoa dessas vem para nos acalmar, pra fazer o tempo passar tão rápido, de modo que os momentos deixam de ser aproveitáveis. O coração cede seu lugar e, assim, deixa de ser o maior dos problemas.

Este texto é dedicado a uma pessoa.

sábado, 6 de novembro de 2010

Planos...

Acho que agora não tem volta, sabe quando você percebe que está perto da porta de saída e logo rever tudo que aconteceu? E o plano que passou na sua cabeça logo se tornou algo disperso da sua realidade e jogado fora da sua compreensão. Mesmo assim você ri, e logo chora por não saber diferencia todo aquele sentimentos de distancia e desentendimento. Por fim você não sabe o que fazer, e acaba se destruindo cada vez mais...

Desse modo a ilusão é algo tão ruim quanto as batidas do meu coração que sempre seguem o passo da minha mente em sua direção.
Quantas coisas eu saberia dizer quando tudo estivesse em silêncio.
Uma expressão errada nunca foi o que me deu medo, nunca soube resumir que você quis dizer com saudade, se além dessa pequena forma de sentimento você demonstrava sua destruição.

Quantos sentidos tolos temos, quantos sentidos tolos eu tenho.

Naquela tarde eu liguei o chuveiro só para sentir a água cair, só para sentir como é estar vivo, e de toda a minha melancolia aquele momento foi o mais incompreensível, afinal o que faz um ser amar tanto o outro?
O que faz um beijo ser tão importante?

Ainda sim terminei o dia, e ainda sim terminei mais uma parte da minha vida...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

K.

O despertador estava desregulado e eu não percebera, num súbito pulo eu acordei às 20h02 para notar que eu sonhava a mais de 12h. Ela tinha 20 anos e me contava os seus feitos de forma tão intensa que só aumentava mais a vontade de ficar observando-a por uma ou duas eternidades, sem cansaço ou enjôo.

- Cansei de morrer na vida das pessoas, resolvi matar também. - Ela soava doce apesar das palavras que dizia; palavras tais que proferiam maldições a todos os corações que passavam pelas mãos dela, embora eu achasse que fosse da boca pra fora. Mais alguns momentos e ela poderia me matar.

Eu cheguei um dia acreditar que teria as mesmas pessoas pra sempre.
Passei muito tempo pensando novas maneiras de reescrever o que já estava certo. Meus sentimentos eram sempre os mesmos, então por que reescrevê-los a cada 5 minutos? Eu tinha esperanças de que a dor pudesse passar. Aquilo me fazia querer matar os outros também.

A gente acorda com vontade de matar todo dia, desde que estejamos em depressão. A gente pensa poder matar o presidente, a aula, qualquer um, mas assim a gente só está colaborando para a nossa própria morte.

-
Mais uma vida sem você em mim
-

A felicidade só pode ser uma arma que, disparada e mirada para qualquer direção, nos traz sempre as mesmas mazelas. A felicidade plena só existe quando acertamos que nós esperamos (ou qualquer desconhecido muito interessante). A felicidade, afinal, é ou não é uma arma quente? É quente, pois acertamos alguém.
A gente tenta atirar em todos aqueles que nos fascinam, mas eles sempre escaparão. No fim, só vai restar saudade.
Sinto saudade.

domingo, 17 de outubro de 2010

Who let you go?

O tiquetaquear do relógio me avisava que era hora de levantar dali. Levantei, por mais que o cansaço físico mortificasse cada músculo do meu corpo. Resolvi que era hora de fazer algo, então eu fiz uma música que falava de amor. Ela serviu pra mascarar a minha vontade de gritar ao mundo as nossas histórias, que um dia já chegaram a se acumular no intervalo de tempo entre o meu sono e a vontade de parar de sonhar pra viver um sonho acordado.

-
Por que a felicidade nunca é monótona?
Bem, pra mim ela foi.
-

A canção tornou-se grande. Tão grande que se multiplicou e um dia eu tive que passar a escrever uma para cada dia da nossa vida. Eu sempre tive esse dom de enjoar tão rápido das coisas grandes, como se fossem doces que comi demais ou drogas que pararam de fazer efeito após tantas overdoses desnecessárias. O meu café esfriou, nosso amor também. E tivemos que procurar novos meios de distrações. Nossos carros viraram casas e os freios se tornaram desnecessários. Se batessemos... Bem, nós já estávamos em ruínas mesmo.

Meu repertório não canta mais o meu passado.
O motivo? Eu não estou mais em apuros, eu já caí no abismo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

YT.

Existem duas coisas indispensáveis na minha vida, de tamanhos tão colossais, de formas tão singelas, que tudo o que quero é poder juntá-las em uma só. O problema é elas estarem assim, tão próximas, e não terem a menor ideia disso.

Há algo dentro de mim que a cada dia me seca mais. A água que corre dos meus olhos serve para recordar que talvez eu estranhe quando tudo que eu tenho sumir. Porém me entrego a elas, me entrego as minhas lágrimas, pois elas são a melhor companhia, o melhor apoio que tenho tido desde então.

A cada dia meu sangue esfria mais e os 20 textos que escrevo por dia não são suficientes para aquecer as minhas extremidades que com o tempo se tornaram roxas e disformes. O frio me matará se eu não tiver aqui alguém que me aqueça. Procuro forças que me aqueçam e não sei se prefiro a incerta força que me faz sorrir ou a certa força que... o que é você me causa mesmo que eu nem sei explicar?

Tento não me imaginar
mas vejo, prevejo futuros insólitos
onde corações inóspitos pulsam para me matar
Tento não me alçar
mas sinto, persisto em rumar ao céu
Minha âncora faz peso em excesso
porém apenas pra me machucar, sem progressos
Então falo alto pra acordar você
só pra não ter que te ouvir que dizer
que perdi o que sempre foi meu.

Eu sei que eu jamais merecerei algo que alguém ouse sentir por mim. Eu só mereço a morte, mas essa não me merece.
O bom de morrer de amor é continuar vivendo, e o ruim de continuar vivendo é saber que a única alternativa para o amor é a morte.

domingo, 22 de agosto de 2010

You make it easier when life gets hard.

Um caso antigo disse que amava-me do fundo do coração. Hoje vivo com a certeza de saber o que significa amar alguém do fundo do coração. É um pesadelo, e eu já não sei mais como lidar isso igual quando criança.
Eu, com toda minha inocência e ingenuidade de criança, pedia a papai do céu que ele não permitisse que pesadelos me atingissem porque eu tinha medo de enfrentá-los. Mas aprendi a crescer e aparecer na escola, lá me ensinaram o que era preciso para me tornar uma pessoa útil.

-
Quantas crianças Deus já matou através da escola?
-

Não me vejo sendo útil sem você. Felizmente eu tenho a confirmação de um retorno quando sei que posso nos imaginar, mas eu não entendo por que sempre estamos numa praia quando nos imagino juntos. Nunca fui muito fã de praia, então eu acho que todo esse clima praiano tenha surgido por conta daquela música que nunca canso de escutar.
Cada abraço teu há muito tempo têm sido o lembrete que ouço na minha cachola: ‘Hei cara, você ainda não morreu’. E sentir o teu cheiro faz-se necessário quando eu preciso de algo para acalmar meus batimentos cardíacos. Em palavras mais melosas, só vivo com você por perto.

Sinto-me como se tivessem arrancado uma parte de mim e transformado em você. Dizem que felicidade plena só existe quando duas almas se encontram. Então, espero pelo nosso encontro, espero pelos nossos momentos. E espero poder ver teu sorriso mais uma vez.

Guardo você aqui no coração e não preciso que isso seja público.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lucky.

Nós dois, frente a frente, sem saber o que dizer. Eu permaneço, parado, balbuciando o que eu desejo que se tornem palavras capazes de te afetar, mas tudo que eu consigo falar é: "Como vão as coisas?". As palavras reais saltam do meu estômago e com esforço conseguem rasgar a minha garganta, mas os meu dentes as mordem, mastigam e as digerem novamente. Sempre tive problemas quanto a comer coisas não-comestíveis. Se já passei dias num leito de hospital por querer saber o gosto que tinha a moeda de um real, como eu me sentiria se agisse errado na hora de degustar de algo com valor maior?

-
Você vale mais que uma moeda.
-

Por vezes sinto que já perdi tempo demais e tudo que quero é poder ter-te nos braços e poder voltar a sorrir, mas ao mesmo tempo sinto a tua presença se esvaindo; Distante, como cidades europeias que eu desejo visitar.
Eu quero teu cartão de visitas, guria, e não vou parar até consegui-lo. Por isso viajo pelas localidades mais próximas, procurando resquícios seus que possam me fazer voltar a sorrir, nem que seja pelos poucos segundos desajeitados que temos, quando algo ou alguém não se faz presente para atrapalhar.
A sua geografia me enlouquece.

-
Não preciso de Geografia.
-

Pra conhecer a cidade de Amsterdã,
passei por Londres e Paris.
Hoje Rio em toda manhã
Não me importa o país.
Eu corro sempre pra te ver
certo de que viajaria mil anos-luz por você.

sábado, 24 de julho de 2010

Loving Lessons.

Fumo cigarros. Eles são tão ruins quanto o meu passado, mas fazem parte da minha alma. Odeio-os. Odeio os cigarros, odeio o passado. E isso vem acontecendo desd'os meus catorze quando deixei o saudosismo de lado, quando me decepcionei pela primeira vez. E as decepções demoram a ir embora quando se tem em mãos a própria tristeza, engarrafada. De gole em gole vivo o presente, sem perceber que tudo vira passado. Não há como matá-lo. Só há minha própria morte.

Já escrevi poemas pra pessoas que tornaram-se opacas aos meu olhos depois de tantos olhares falsos e previsíveis. E hoje, ao recitar esses mesmos poemas que ocupam cada centímetro da ponta da minha língua, sinto nojo. Eles se tornaram dissonantes, e a culpa é tua.

Não levanto mais o tom de voz, você cansou de sentir o sangue da minha garganta. Você já me provou.
E eu lembro que tu falavas sobre gritos mudos e ouvidos surdos que nuncas estavam certos no horário para ouvir tuas palavras.
Pois bem, pra ti agora eu deixo o meu silêncio.

E o silêncio, pra onde vai?
Você não obedece
Reza, faz precres, implora pra poder continuar
Mas eu não vou deixar

Não falo mais de amor pra ti. Ele está morto. E se não estiver, eu mesmo matarei.

"Ao teu lado eu tava errado. Eu nunca consegui viver" (Fresno)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Prosa&Verso.

Desperto ouvindo uma voz doce e calma. Tão calma quanto o mar, batendo de leve nas pedras, pela manhã.

Voz boa, parece à toa
Corrida, cantada, sentida
animada, agitada, quase engasgada
Entre versos, descompassada

Folgaz parece voraz.

A voz da menina do sonho era tão perfeitamente enganjada que parecia ter sido premeditada a me engolir.
A moça do sonho existe, mas eu prefiro da minha forma. Bela e imaginária. Cada toque, cada palavra proferida, cada beijo, cada abraço, tudo. Tudo. Tudo é imaginário.

O imaginário me pertence
E quem sabe, sente
quem sabe, conhece
Sempre que anoitece
há um novo amor nos esperando

Eu faço versos de amor, e eles também são imaginários. Não tenho coragem suficiente para recita-los a quem remetem. Ilusórios.

Do primeiro ao último
Da semente ao fruto
Procuro
Às vezes no escuro

O escuro não custa a passar. Dizem que é passageiro.

Corriqueiro
Passa sem ninguém perceber
vai pra longe
Muito além do que se vê.

Cadê tu, minha moça dos sonhos?
Só falta você.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Be my shroud.

De que adianta viver o amor sem expressá-lo?
Tudo que sonhei não vale nada, me dizem. Verídico. Já vivi essas verdades.
Perambulo; de sala em sala, de quarto em quarto. De casa em casa, de hotel em hotel. Te procuro.
Você está estampada nas paredes de outros corações e foi-me dito que há muito você deixou de habitar o meu.
Procuro saídas de emergência neste local, mas todas que eu encontro estão trancadas. Tudo bem, eu já sabia. Tentei apenas para cair no chão e recobrar esperanças de você vir para me dar a mão.
Doce escapatória. Você, perfeita e sem acentos; sem ênfase.
Quero você. Falada ou cantada. Em gritos ou sussuros.
Quero você. Em prosa ou verso.
Não importa a forma.
Quero você. Espontânea.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

This is war.

Uma vez eu escrevi uma música sobre corações partidos, sem nunca imaginar que um dia aquilo tudo voltaria para mim. Sem imaginar que um dia eu é que estaria gritando até a garganta sangrar, colecionando feridas em um álbum de figurinhas rasgado.

-
Quem faz canções pensando em lágrimas alheias?
Eu é que não faço.
-

Eu só penso nas minhas lágrimas que não param de cair desde que tudo isso começou. Lágrimas tão salgadas quanto a água do mar. Às vezes eu gostaria de poder chorar o mar, para que assim, eu pudesse ir pra longe.
Me leva.

Quero o mar só para mim, mas enquanto não encontro me contento em procurar alguém que recolha os cacos do meu coração que foi jogado do quinto andar há muito tempo e desde então permanece no mesmo lugar.

-
O Estopim não sou eu. O Estopim são vocês.
-

Deu-se início a uma batalha inútil e infantil. A gente sua a alma em busca de uma aparência mais madura e crescida, mas ninguém jamais assumiu a culpa d'isso tudo estar acontecendo. Todos foram mortos, um a um, e isso já faz muito tempo. Os únicos sobreviventes somos nós quatro e talvez já estejamos feridos demais para continuar. E o que nos resta é chorar.

A confusão me feriu e eu já não aguento mais.
Preciso respirar.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Meaningless.

Eu vivo na constância da certeza
Subsentindo as purezas da incerteza
Confundindo os retratos
Subsistindo ao elenco do teatro

Já vi o passado como momento
às vezes uma mera brisa, um vento.
Ele mora longe. Lá no alto.
Longe do chão, do asfalto.

O presente é cansativo
É, no máximo, compreensivo
Nunca é positivo. Sempre negativo.
Nunca é agradável. Sempre dispensável.

O futuro é melhor
Idealizo você, cantando músicas em dó menor.
Passo horas imaginando nossas fotos no mural
Você, definitivamente, faria meu mundo mais legal.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pacote Incompleto.

Meu coração veio embalado n'uma caixa velha e corroída pelo tempo, e eu perdi o manual de instruções quando, na euforia de poder usá-lo, joguei tudo para o alto. Desde então, me perdi dentro das minhas próprias concepções, equivocadas ou não, de amor, rancor, angústia, sofrimento e tudo o mais.

Abro livros, em páginas aleatórias, e procuro palavras que me acalmem, mas nada faz sentido. Foi-me dito que eu precisaria encontrar alguém que contenha os saberes deste tal "manual". Confesso que nunca me senti tão mal; estou cansado de perder meus dias, semanas e meses procurando por algo que nunca acharei. Em meio a todo esse desentendimento encontrei você.

Você apareceu, e conclui que não existe nada mais estafante para mim do que um objetivo em mente. Meus olhos estão cansados de chorar e a minha voz há muito não aparece; foi embora por não ter mais o que gritar.
Você apareceu, e conclui que não existe nada mais gratificante para mim do que sentir minha pulsação se elevando a ponto de quase explodir meu coração. Resolvi chamar essa explosão de amor, já que isso sempre foi um sentimento que nunca conheci. Minha mente está cansa de todos aqueles maus pensamentos impelidos para fazê-la se sentir melhor.

-
Ok
-

Eu não preciso de um manual. Basta a tua voz, aqui, para me acalmar.

-
Não
-

Bastaria, claro, mas você veio e me deixou confuso.

-
E agora?
-

Hoje, saio por aí, procurando alguma melodia que possa substituir a tua voz, porque sou orgulhoso demais para admitir que tua voz é o único som que faz bem aos meus ouvidos. Por vezes, penso encontrar melodias que se igualem com as suas, mas são apenas discos arranhados, jogados de lado por um coração que há muito não ama; Elas falam de amor, mas o timbre é cansado, de quem já está decepcionado, de quem já não ama mais. Eu não quero isso, quero alguém pra me amar.

Que merda, guria, quem te fez tão perfeita assim?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

J.A.M - Minha geleia favorita.

Ainda não dormi. Passei a noite gritando por alguém, mas ninguém veio, talvez porque os gritos tenham se tornado ineficazes quando abafados pelo meu travesseiro, que há muito tem sido meu melhor amigo.

É estranho como em um piscar de olhos todos os momentos ruins que já vivi podem voltar a dominar meus pensamentos. N'um piscar de olhos muitas coisas acontecem: perco pessoas, tenho alucinações, lágrimas surgem, sujo a minha própria alma, meu coração perde a calma e volta a bater rápido como se esperasse a morte que vem a prestações.

Num piscar de olhos vou para longe; pra um lugar qualquer, pra tentar esquecer. Fui parar em um lugar desconhecido, longe demais de tudo que faz sentido para mim. Enquanto examinava o semblante sujo e triste dos que acompanhavam um carro fúnebre fiquei me perguntando: Em que lugar da cidade vive a pessoa a quem minha morte há de significar algo?
Havia vocês três, mas não estou certo. Embora nossas almas fossem parecidas e nossas doenças e vícios também, vocês não ficariam um tanto aliviadas ao ter conhecimento da minha morte? Não sei.

Isso me faz muito mal, embora ninguém imagine o quanto.
Indecisões ou impossibilidades?
Às vezes acho que me fizeram capaz de sentir demais, quando tudo o que eu queria era ter sido feito para morrer.
Eu só queria, por 5 minutos que fosse, ser feliz.
Eu preciso dizer que te amo, mas eu não sei quem você é.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Destruição em massa de corações.

O tempo correndo, contra nós.
Sempre foi assim, acho.

Andar, por aí, sozinho, não adianta.
Proferir palavras ao vento também não.
O que adianta, afinal?
Acreditar nos meus sonhos adianta?

Meus sonhos são os teus.
Quem sabe, sejam você.
Os meus sonhos são errados.
Não é anormal eu me sentir assim; é usual.
Loucura?
Loucura é achar alguém mais sentimental que eu.

Eu não acreditar que você seja um sonho, mas você é.
Você é, e sempre foi, o que escondo no peito.
Fiz desses sonhos a razão para me perder
nesse imenso abismo que é tentar sumir.
Tudo bem se sofro um pouco mais; não ligo, afinal.

Os nossos pés já não tocam mais o chão.
Não posso mais tocá-lo porque me apaixonei por ti.
Isso é bom ou ruim?
Não sei, é apenas guerra.
Quem vai morrer nessa batalha?
Eu é que não vou lutar no teu lugar
Fechei os olhos pra ti,
você já estava longe demais.

domingo, 13 de junho de 2010

De todos os contos...

É estranho escrever quando você está feliz, ainda pelos os motivos que eu sempre escrevi.
Não é certo falar que posso resumir tudo, mas tentei voltar alguns anos na minha vida.
Dessa vez cheguei até o momento que minha mãe me falava sobre um dia crescer, conhecer pessoas e viver minha própria vida, com 15 anos isso acaba se tornando apenas um conversa bem humorada com sua mãe.
Tudo bem, de todos os fatos eu entendi que ela queria me mostrar um pouco do que seria importante para mim depois de um tempo.

Hoje acho que isso faz sentido, não para todos, como eu mesmo já escutei que muitas pessoas não desejam esse modo de vida. Acho que sou feliz por estar assim, sabe quando você acorda e pensa tudo que já fez e tenta buscar respostas para aquilo está acontecendo contigo?

Momento assim são raros, acho que tenho sorte, pelo menos posso dizer que tenho.
Dizem que você crer mais na perfeição e na vida quando chega ao amor, crer nisso pode-ser ao mesmo tempo louco e verdadeiro. Eu sei dizer o que sinto! Assim como eu também sei dizer que palavras são apenas tentativas para resumir o que você acredita.

Queria falar sobre ontem, queria falar sobre tudo que eu não sei resumir... Acho que nunca tive tanta certeza, saber que alguém pode te deixar sem direito de resposta apenas com um gesto, não falo de matéria, e sim de algo que vai além do que se pode tocar.
Essas pequenas formas de falar, de olhar e de pensar que apenas aquele silêncio pode resumir, não adianta tentar ser sábio nem toda a sabedoria iria ser tão perfeita quanto.

Falam que depois de um tempo a magia acaba, que as pessoas ficam cada vez mais distantes, que existe razão que leve à crer nisso, não posso responder por todos, sei que posso afirmar que amar vai além de magia, além de distancias e que não é só de razão que vivemos.

Eu realmente queria falar sobre ontem, eu realmente queria passar para um texto o que eu estou sentindo, eu queria provar a todos que é incrível viver desse modo, que vale a pena acreditar que um dia tudo se acerta, que você e seu ego é pequeno para tudo que existe no mundo.

Já não sei viver sem isso, já não quero viver sem isso... Ainda é confuso, ainda é difícil compreender, mas eu tenho certeza, isso basta.
Mãe, eu sei que ainda estou crescendo e desejo nunca parar, mas não desejo conhecer outras pessoas assim como eu já sei com quem eu quero dividir minha própria vida...

sábado, 12 de junho de 2010

Elevador de sonhos.

Eu criava na minha mente, meus monstros e minhas próprias soluções para por um fim neles, nem sempre eficazes, mas sempre perfeitamente compassadas entre meus escudos e espadas. Coisa de criança.

Quando criança, eu nunca medi as palavras ou os pulos do muro para o chão, nunca pensei que aquilo poderia resultar nas cicatrizes que carrego até hoje. Cicatrizes que talvez sejam mais dolorosas que essa dor que sinto aqui no peito há muito tempo.

A dor que sinto no peito ao lembrar de coisas que não vivi devido a minha estupidez, é de tamanho imensuravelmente colossal, porém ele doi infinitamente mais quando percebo as coisas de deixo de viver por me prender tanto ao passado.

O passado é passado. Já foi, passou e contradizeu o meu presente antes mesmo de chegar. Meu passado brilhou e se extinguiu, restando apenas a palpitante recordação de que em muitas ocasiões eu me sentira bastante próximo dos meus sonhos, mas nunca podendo saboreá-los. É como ouvir o compasso de uma música antiga, por mais que esteja próximo d'aquele momento, longe estou.

Guardo nas minhas gavetas uma droga excelente, extremamente forte, a base de ópio, para aplacar dores. Abstenho-me tão raro há meses, apenas o uso quando a dor física me é insuportavelmente mortificante. Sempre fui adepto disso, embora nunca tenha servido para suicídio.

Aos meus 14 anos, prometi-me uma coisa: Eu, apenas eu, sou digno de por fim à minha própria existência. Porém, antes de tudo, eu precisaria me desculpar de tudo aquilo que me arrependo. Então, dou início aqui:

No passado, penso ter deixado explícito todo o meu ódio por você, mas quero que saiba que alguém continua te amando aqui no elevador.
Voltando a toda a minha fase de criança, vejo minhas cicatrizes (muitas que você causou), mas eu sei o fim disso tudo.
No fim, o monstro sou eu mesmo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Segundos...

Já era quase 3:30 da manhã quando eu acordei com um leve som de choro. Mesmo sabendo de tudo que ocorria nessa semana eu temi levantar para saber os motivos...
Ao decorrer de 2 minutos o choro ficou mais forte, e logo entrou pelo meu quarto... Era minha mãe, totalmente sem controle e ao mesmo tempo sem chão, procurava à mim um momento de desencanto... E como sem nenhum modo de pensar veio a noticia com choro e uma tristeza sem tamanho:

-Fernando! Minha mãe, minha mãe, papai do céu à levou Fernando. Gritava ela ao me abraçar!

Eu sem muitas palavras só pude chorar e dizer para ela se acalmar, mesmo sabendo que de nada ajudaria.

Logo depois de alguns minutos e ela em seu quarto, tomei a questionar eu mesmo, qual seria o motivo de uma tristeza tão grande, apesar de saber que tudo estava errado e que não seria o momento para querer questionar nada.

Como por um segundo eu tentei ser verdadeiro e mesmo não acreditando, rezei, pedindo por um momento que minha avó, chegasse em paz onde seu espírito fosse.
Me encontrei meio distraído com aquele momento que não servia de aprendizado mais sim de um legado familiar, pense como quiser sobre isso.
Já beirava 4:40 quando olhei o relógio novamente, como eu não percebi o tempo passar tanto?
Levantei, fui beber água, ainda com o choro de minha mãe que tornavas-se a minha maior fraqueza.
Tudo até ali tinha sido tão forte, que ainda tento medir minhas palavras ao descrever...
No fim ainda estava na minha cama, sentado com a mão na testa, tentando pensar um pouco, e tentando ver o que faria depois dali.
Quando derrepente, com um tom divino e ignorante, meu pai falou:

- Fernando... Durma, isso logo vai acabar.

Só agora entendo o que aquelas palavras significaram...

No momento pensei em falar que não estava com sono, mesmo sabendo que estava, e que ainda não tinha dormido o necessário, já que eu tinha ficado acordado até as 2h escrevendo músicas.
Enfim, optei por dormir...
Deitei e pensei por mais uns 20 minutos sobre tudo aquilo, até que meu sono e toda a melancolia da madrugada me fez adormecer.

Em todo os possíveis atos da vida, a morte é eminente... Não queria ser um pensador, nem um questionador dela, mas me torno sempre, depois de tantos lamentos creio eu que estou certo, mesmo sendo um pouco triste e melancólico.
Os erros ainda estão por dentro de todos e isso nunca ira mudar, podemos concertar alguns, mas não espere que todos sejam concertados, a alma ainda é uma coisa delicada assim como todos os sentimento que nos ligam.
Deixo meu lamento por todas as pessoas que perderam entes queridos, e peço que vocês não deixem isso passar, chorem se tiver que chorar, gritem se tiverem que gritar, isso nunca será uma vergonha, morre não é uma vergonha e sim uma certeza!

Em memoria de Oscarlina Cavalcante, minha eterna avó.
Eu te amo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

I'm not the sun, little darling.

Ouço músicas de estações desconhecidas, com frequências tão altas que às vezes parece que meus pés deixam de tocar o chão. Não me leve a mal, eu amaria voar, mas eu não gosto quando tudo se torna um pretexto para se estabacar com a cara no chão.

Eu ando por aí, perdido em marés de sinapses, tentando enganar o meu coração. Acima de tudo isso eu tento ser racional, mas um dia eu ouvi alguém dizer que não há nada mais emocional do que tentar ser racional para esconder a dor.

Minha história sempre foi contada em pequenos versos sujos e mal elaborados, mas embora isso seja ridículo, aprendi a viver assim. Eu sou obrigado a contar a minha história em pequenos pedaços, pois os meus passos são tão curtos quanto o meu coração.

O meu coração, em toda o seu minúsculo tamanho, tenta colocar dentro dele um sentimento imenso e por conta disso, penso que posso me dar ao luxo de sair correndo por aí como se não houvesse amanhã.
Meu coração bate fraco, mas bate por você.
Me ame, pois não disponho de anos; disponho de poucas horas.